domingo, 13 de junho de 2010

Down Argentine Way (1940)

Down Argentine Way (1940)
Don Ameche, Betty Grable, Carmen Miranda
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É um musical de 1940 que introduziu Carmen Miranda nos EUA. Este filme foi marcado por várias estréias como a de Betty Grable no papel principal, Don Ameche como seu par romântico, e da dupla de sapateado “The Nicholas Brothers” roubando a cena com seus rápidos e simultâneos pés – definitivamente sou fã!
A história do filme é sobre um argentino que vai vender seus cavalos em solo americano e conhece uma garota da família rival de seu pai. Sem contar os reais motivos da fuga dos EUA o jovem volta para a Argentina, mas é surpreendido depois de alguns dias com a chegada do seu amor. Depois de algumas confusões com a tia acompanhante da garota, figurões puxa-sacos e guias bem intencionados, o pai acaba aceitando o relacionamento do casal e mudando a forma de comandar sua fazenda.
O figurino escolhido é no estilo Carmen Miranda, com saias longas abertas, tops curtos e muito brilho.
As roupas masculinas são ternos claros, camisas de listras, chapéus e bigodinhos do estereótipo latino sedutor.
As músicas são adoráveis, os diálogos encantadores, mas um tanto exagerado no conceito “latin lover”, mas o filme bem divertido.
Indicado para quem quer sorrir sem pretensão de grande acontecimentos.
Curiosidade: Carmen Miranda namorou durante muito tempo com John Wayne, dá pra imaginar??? Mesmo não sendo realmente casada, menteve relações conjugais com ele e outros namorados, o que na época era um escândalo. Apesar de manter a atitude de mulher independente, casou-se com David Sebastian e, mesmo com uma relução conturbada e repleta de traições, recusava-se a se divorciar devido a religião, atitude um tanto contraditória de quem sempre morou com seus namorados. Durante este casamento aprendeu a beber e viciou em barbitúricos. Sua morte aconteceu em sua casa logo após cantar algumas canções para amigos e convidados. Foi até seu quarto para descansar, acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão no dia 05 de agosto. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

The Ghost Writer (2010)

The Ghost Writer (2010)
Diretor: Romain Polanski
The Ghost Writer
The Ghost Writer

Ewan MacGregor, Olivia Williams e Pierce Brosnan

Este filme foi baseado no livro lançado em 2007 pelo escritor inglês Robert Harris e conta a história de um escritor contratado para reescrever o memoire do ex-primeiro ministro britânico que vive em estado de semi-exílio em uma ilha americana. No filme, MacGregor atua neste papel, assumindo o lugar de outro escritor misteriosamente morto enquanto pesquisava sobre a vida do biografado.
Assistimos a ultima sessão deste filme e, mesmo amando os trabalhos anteriores de Romain Polanski, quase dormimos pela falta de som, monotonia e imagens escuras. Também descobrimos o vilão antes do ápice, acabando com todo o mistério do jogo de conversas. Acredito que tenha faltado um pouco de malícia nas pistas e concordância nas informações fornecidas ao espectador. 
Não tenho muito o que dizer do figurino porque é muito discreto, sem acessórios, prevalecendo o uso constante de ternos escuros e capas de chuva.
Tenho certeza de que a vida pessoal do diretor e seu futuro esteja causando mais dúvidas e curiosidade do que seu ultimo trabalho.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

The Warriors (1979)

The Warrios (1979)

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Michael Beck, James Remar e Dorsey Wright

É a história de várias gangues de NYC que disputam cada centímetro da cidade. Durante uma reunião entre todas as gangues para formar uma aliança de domínio absoluto da cidade, o líder mais temido e admirado é assassinado enquanto palestra sobre seus planos. O filme é simples e sem grandes lições de vida, afinal descreve a trajetória de uma turma que tenta atravessar NYC e chegar ao seu território a salvo, mas entretém com seus figurinos inusitados. Para este filme foram criadas mais de 50 gangues, todas com características específicas, com sua própria área de domínio e totalmente contra a polícia. A minha gangue preferida é o time de Baseball, parecem jogadores zumbis!

Mesmo não sendo um sucesso de bilheterias, recebeu status de Cult e influenciou gírias, músicas e fãs no mundo inteiro. Em 2005 foi criado um jogo de videogame pela empresa Rockstar Games – deve ser divertido!

Nos EUA: Após o lançamento do filme, a imprensa americana começou a noticiar brigas de gangues após as sessões de cinema.


Sherlock Holmes (2010)

Sherlock Holmes (2010)
SH



Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams.

Adoro histórias de detetives, principalmente as escritas no início do século XX. Época em que o desconhecido era simplesmente explicado como “rituais de bruxarias” e a medicina, ainda pouco avançada, era considerada profana e desrespeitosa. Fiquei admirada com esta nova versão do Sherlock Holmes que mostra um detetive completamente oposto do britâncio-engomadinho-sem sentimentos que conhecemos, este possui uma personalidade forte, explosiva, ciumenta e cheia de vícios. É delicioso assistir Robert Downey Jr planejar e golpear seu adversario lentamente durante uma luta de boxe e depois rever todo o trajeto rapidamente. Apesar da irritabilidade do personagem principal, Guy Riitchie optou por manter alguns aspéctos fortes que caracterizam Holmes como a sua dedução através da observação, falta de sono e fome enquanto resolve um caso, cachimbo, violino e a prática de experimentos. Apesar de termos a idéia das roupas desenhadas em suas antigas ilustrações, o nosso Holmes moderno não usa capa por cima dos ombros e muito menos o chapéu com abas tão característico. Ele usa ternos escruros, um pouco descuidados e básicos.

Dr. Watson, representado por Jude Law, é o típico fiel escudeiro que protege e se preocupa com seu amigo aventureiro, mas com um constante duelo interno de quem quer ser e qual caminho seguir. Seu vestuário é composto por peças claras e tons de marrom, mantendo um aspecto muito mais alinhado e limpo do que Holmes.

Irene Adler, uma misteriosa mulher que balança ainda mais a cabeça de Sherlock, é representada por Rachel McAdams. Seu figurino é caracterizado por capas longas e escuras, mas seus vestidos são de cores fortes e vivas para chamar atenção na cena e ressaltar entre os demais. Nesta época usavam-se saias e vestidos longos, bem acinturados e com  tournures ("anquinhas") que armavam apenas a parte traseira da peça. Era típico o uso do chapéu bandeaux ou bandós (derivação dos hoods ou redes, em português), redinhas arrematadas com uma pena ou outro enfeite na parte lateral. Os bandós também criaram um estilo para os cabelos e são requintados até hoje e isso concluía o novo padrão da mulher independente, engajada e participativa da época.

Poderia escrever muito sobre esta época, seus costumes e vestimentas.

Adorado filme, adorados atores, adorado figurino!


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

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Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross



Confesso: quando minha irmã me convidou para assistir este filme, relutei. Não sou uma pessoa fã destes western movies, sempre achei exagerado a quantidada de bebados gordinhos sujos, pistoleiros, muita poeira, misturada com uma falsa religião. Nunca gostei desta época retrarada no cinema, achava de mau gosto... até assistir Buddy Cassidy. O filme é divertidissimo e torna-se extremamente charmoso pelos personagens de Paul Newman e Robert Redford (Butch Cassidy e Sundance Kid) , uma dupla de foras da lei que sempre consegue fugir das encrencas. O filme mostra a queda da dupla numa perseguição pelo deserto e fuga para a Bolívia onde iniciam uma nova onda de crimes. Durante esta trajetória une-se a dupla, uma professora chamada Etta Place (Katharine Ross) cansada da vida pacata e amante de Redford que auxilia nos roubos e, apaixonada por ambos, tenta encaminhar os moços para um caminho mais honesto. Infelizmente, sem alcançar seu objetivo, Etta parte antes da cena clássica da morte dos nossos anti-heróis. Os diálogos são inteligentes, engraçados e retrata a ironia e vaidade de cada um dos personagens.

Curiosidade: Este filme é baseado em uma história real, mas foi bem modificado e adaptado para atrair e conquistar o público. Butch Cassidy foi um ladrão de trens e bancos e, segundo algumas pesquisas, foi morto por seu parceiro na Bolívia após ser atingido pela polícia. Os dois bandidos estavam cercados na casa onde moravam e, depois algumas horas de conflito, Cassidy pediu para seu companheiro de crime dar um fim a sua dor pelos ferimentos, em seguida seu parceiro se suicidou.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Thin Man (1969)

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William Powell e Myrna Loy


É um dos filmes mais suaves, elegantes e bonitos que vi nos ultimos 6 meses.

Trata do assassinato de um inventor rico, traído por sua esposa e pelas pessoas que o rodeiam por interesse em sua fortuna. Ok, concordo que é um tema comum, mas a graça do filme está na beleza e na riqueza do relacionamento do detetive Nick (William Powel) com sua esposa Nora (Myrna Loy). O relacionamento dos dois é baseado em uma total sincronia de atos e falas. O filme provoca risos em várias cenas, minha preferida é quando Nick está brincando com sua arminha de pressão, atirando em bexigas pnduradas na árvore de natal e acerta o vidro da janela por causa das posições que usa para mirar e Nora com seu super casaco de pele por cima do pijama. É uma típica cena infantil mas que demostra a falta de presunção do filme em focar apenas o crime. O cuidado, confiança e ironia do casal nos fazem rir e ser cativados por eles durante a trama.

Não deixando o crime de lado, a investigação é conduzida pela polícia que é auxiliada pelo detetive Nick, participação forte de sua esposa Nora e seu covarde cachorro Asda. Depois de algumas festas, bebados cantarolando, outros chorando, algumas chantagens e armas disparadas, o assassino é revelado e finalmente preso.

O figuro dos anos 30 me encanta! Nesta época foram descobertas novas formas do corpo da mulher com uma elegencia refinada mas sem grandes ousadias. As saias ficaram longas, as calças largas e cumpridas mais usadas e a noite era marcada com corte enviesado e decotes profundos nas costas, elegendo esta área como novo foco de atenção. Notamos estas características em vários figurinos de Nora e Mimi ex-mulher do inventor (Minna Gombell). Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mr. Skeffington - 1944

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Mr. Skeffington - 1944
Directed by Vincent Sherman. With Bette Davis, Claude Rains, Walter Abel.


Adoro este filme por tratar vários aspectos da vaidade humana.
Conta-se a história de uma mulher fútil, bela, adorada por muitos
homens e que depois, por perder toda a beleza por doença, foi
abandonada. Seus admiradores que perdem interesse pelo objeto de
desejo por este estar velho e feio. O viciado em jogo que tem orgulho muito grande para admitir sua fraqueza. O homem pobre que, com muito esforço, consegue uma ótima situação financeira e para complementar seu status e coleção de conquistas, precisa se casar com a mulher mais querida e admirada da cidade. 
A filha que abandona a mãe por falta de carinho e negligência na infância.
Apesar de ter um forte impacto “moral”, o filme cria uma ternura emvolta de todos os personagens, moldando nossa mente para concordar comas ações e decisões tomadas no decorrer do drama. As emoções são descritas como decisões racionais e necessárias.
Bette Davis tem uma capacidade incrível de se mostrar jovem, adulta,megera e carente. Em minha opinião, é a melhor atriz de todos os tempos. Sei que é clichê dizer isso, mas ela é a primeira mulher que surge em minha mente quando o assunto é atriz.
O figurino é extremamente elegante, clássico e simples da época de 40,saia longa e casaquinhos com cauda e laços voltados para trás.

Acredito que a simplicidade a que a mulher estava submetida nesta
época talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus que eram
muito criativos, grande, com flores, véu - destaque para o chapéu de
Fanny Trellis (B.Davis) usado na primeira conversa filmada sozinha com seu futuro marido Job Skeffington - é um pássaro, que só perde para o vestido de cisne usado pela Bjork!!
O desfecho é emocional e racionalmente correto.