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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Topaz (1969) & The Man Who Knows Too Much (1956)


Um agente da inteligência francesa torna-se envolvido na política da Guerra Fria com a descoberta de acontecimentos que levaram à crise dos mísseis de Cuba em 1962, e depois segue para a França onde tenta acabar com uma rede de espionagem internacional russa.
O agente Andre Devereaux (Frederick Stafford), mesmo com problemas conjugais e ao contrário da opinião de sua esposa, auxilia o Serviço Secreto Americano em descobrir o que Rússia está planejando. Quando chega a Cuba, Andre se hospeda na casa de Juanita de Cordoba (Karin Dor) sua amante e informante no país, que o ajuda a descobrir a trama e usa os melhores figurinos do filme. Usando cores fortes e maquiagem marcando seus olhos, Karin Dor rouba a cena logo em sua primeira aparição quando usa um vestido belíssimo vestido vermelho. Suas feições latinas e olhos grandes ela passeia por todas as cores, variando penteado e acessório com a riquíssima paisagem de Cuba.

Os ultimos filmes de Hitchcock podem não ser os mais populares, mas mantêm um fascínio para aqueles que apreciam seu trabalho e simpatizam com o seu espírito e tentativas de trilhar novos caminhos.

Topaz tem um enredo cativante, fotografia criativa e um elenco internacional (que inclui apenas um ator norte-americano, John Forsythe). Infelizmente, o público tinha expectativas ver o mesmo Hitchcock dos filmes anteriores então respondeu negativamente a obra, classificando-o como o seu pior filme, uma total injustiça. Ourto ponto fator importante para o não sucesso foi a escalação de atores não tão bem conhecidos na época, apesar de Frederick Stafford já ter atuado no papel de O.S.S. 117, a versão francesa de James Bond.
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The Man Who Knows Too Much (1934 e regravado em 1956)


PhotobucketA família Americana Dr. Ben McKenna viaja para Marrocos com seu filho durante as férias e é vítima de uma conspiração de assassinato. Logo em sua chegada conhece um misterioso francês que se identifica como o comerciante Louis Bernard (Daniel Gelin) que os convida para jantar durante a noite. Jô McKenna (Doris Day) desconfiada deste senhor faz de perguntas que, por não serem respondidas, aguça ainda mais a curiosidade da esposa e ex-cantora dos palcos europeus. Bernard, já na suíte do casal, cancela subitamente o jantar fazendo que os dois jantem sozinhos e conheçam um casal de ingleses no restaurante. A noite é muito prazerosa e os quatro combinam uma visita ao mercado no dia seguinte.
Durante este passeio um assassinato é cometido e o ferido é Bernard que se apoio no médico McKenna e o conta sobre a conspiração descoberta em Londres. Enquanto o casal segue para interrogatório na delegacia, os verdadeiros assassinos raptam seu filho para que a verdade não seja revelada e voam para concluir seu plano na Inglaterra. O casal, ameaçado e assustado também seguem para Londres na esperança de encontrar seu filho. Depois de algumas descobertas, brigas com taxidermistas, pistas falsas, escaladas na torre de igreja, conseguem desmantelar a conspiração, entregar os culpados e salvar sua criança.

O figurino é composto por ternos, vestido com cores claras e rodados da década de 50 e tailer composto por saia. Tudo muito tradicional e requintado, característicos desta época. Já as tradições marroquinas foram seguidas a risca. No restaurante foi servido um prato para que todos da mesa pudessem compartilhas, os personagens comiam apenas com a mão direita, preservando a cultura e sendo fiel aos pequenos detalhes da cultura. Os marroquinos são muito cuidadosos com a sua imagem, podendo passa horas na frente do espelho se enfeitando. Eles não vão para a rua sem que as suas roupas estejam tão limpas e passadas a ferro quanto possível. Calções são considerados de roupa interior. A exposição da pele na rua é considerada extremamente deselegante e, mesmo no verão, os homens preferem usar sapatos fechados, em vez de sandálias. Os sapatos são conservados impecavelmente limpos, limpam regularmente para remover a poeira e areia. O filme ensina trata também das diferenças culturais existente entre religião e sociedade.

O filme ganhou uma nova versão em 1956 porque Hitchcock achava seu trabalho de 1934 muito amador. Também foi premiado com o Oscar por melhor música com “Whatever Will Be, Will Be (Que Será, Sera), cantada por Doris Day em diversos pontos do filme. 


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domingo, 31 de outubro de 2010

O Bebê de Rosemary -1968 (Rosemary's Baby)

Terror psicológico extremamente perturbador. A direção, produção fica por conta de Romain Polanski, cuja vida também é digna de um roteiro, e é baseado no romance homônimo de Ira Levin, publicado em 1967. O filme começa com um casal recém casado em busca de apartamentos em NYC e Rosemary Woodhouse (Mia Farrow) se encanta por um flat em um antigo prédio com histórias um pouco esquisitas contadas por seu amigo Hutch (Maurice Evans). Apesar de advertidos mudam-se, decorando o apartamento, sofrendo alguns abalos com o insucesso de Guy Woodhouse (John Cassavetes), um ator mas ainda em busca da fama e cânticos estranhos durante a madrugada. Já devidamente instalados eles conhecem seus vizinhos, o casal Castevet, extremamente solícitos e um tanto intrometidos. Rosemary não é tão receptiva mas seu marido, após uma conversa privada com Roman Castevet (Sidney Blackmer), torna-se melhor amigo do casal e freqüentador do flat ao lado. Guy consegue o papel que tanto desejava mas se torna ausente em casa, sempre visitando os vizinhos estranhos até que Rosemary, para agradar seu marido, o avisa que pretende engravidar. Ele muito feliz corre para contar a novidade aos vizinhos e planeja uma noite muito especial com sua mulher. As cenas seguintes são perturbadoras, com imagens apreensivas, nudismo, sangue, rituais, interpretações satânicas e possível estupro. Rosemary acorda no dia seguinte sentindo-se estranha e com seu corpo arranhado, mas seu marido diz que ela havia passado da conta na bebida e teve uma noite um tanto selvagem. Sem se preocupar ela segue com sua rotina até descobrir que está grávida. Durante os três primeiros meses de gestação é obrigada, pelo seu marido e vizinhos, a tomar uma infusão para substituir as tradicionais vitaminas para grávidas e é tratada por um médico também indicado pelo casal Castevet. A interpretação de Mia é perfeita, nos fazendo sentir as dores de seu corpo frágil e o peso do filme. Nos meses seguintes ela se torna forte outra vez e começa a organizar os preparativos para o novo bebe e recebendo visitas em sua casa. Seu amigo Hutch, intrigado pelas infusões e situação da jovem, começa a investigar o passado do prédio e descobre que ali é a sede de uma seita de bruxarias e que Rose está esperando um filho do Satã. A jovem mãe se vê entre a repulsa e o sentimento maternal. O visual 60s predomina o filme, época na qual foi gravado. As roupas eram marcadas por linhas retas, minissaias, vestidos tubinho, botas brancas e a generalização do uso da meia-calça. Os cabelos começaram a ficar mais curtos e a maquiagem valorizava sempre os olhos e com cílios inferiores e superiores marcados. Em 1976 o filme teve uma seqüência feita para a televisão chamada "Look What's Happened to Rosemary's Baby" também com Ruth Gordon e Ray Milland. O filme é excelente, uma obra de arte do horror. Não poderíamos esperar menos de Polanski!
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

The Breath of Scandal (1960)

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   Dirigido por Michael Curtiz

   Sophia Loren, Maurice Chevalier, John Gavin, Angela Lansbury e Milly Vitale



    As histórias de amor entre realeza e plebeus consumiram e conquistaram muitas platéias e, pelo visto, nunca sairão de moda.

    O ultimo romance que assistimos foi “The Breath of Scandal”, com a belíssima Sophia Loren e baseado na peça de Ferenc Molnar chamada Olympia e um remake do filme His Glorious Night de 1929.

    Sophia Loren interpreta a princesa viúva Olympia que foi expulsa para o interior por provocar o suicídio de outro homem. Durante seu exílio conhece, por acidente, o americano empresário Charlie Foster, que a desconhece como parte da realeza. Depois de uma noite atrapalhada, engraçada e cheia de imprevistos entre os dois, a Princesa Olympia recebe o perdão do imperador e volta para sua casa. Prometida ao Príncipe da Prússia para formar uma aliança política vive o conflito entre o dever e o amor verdadeiro. Como todo bom romance, há dúvidas, incertezas, escolhas erradas, términos até que surge o tradicional final entre o mocinho e a mocinha.

    É divino olhar Sophia Loren com a sua beleza radiante e vestida com roupas que acentuam a cada minuto seu corpo bem desenhado. Seu figurino é impecável e escolhido cuidadosamente para exibir seu humor, por exemplo a escolha da saia vermelha usada no exílio, demonstrando sua raiva e ânsia por liberdade e guerra; também o vestido de gola alta na cor gelo e rendas delicadas mostrando com que frieza deveria atuar para terminar o affair com o plebeu e também o preto puritano para audiência com o imperador. Como sua própria mãe ( Isabel Jeans/Princess Eugénie) afirma em uma das cenas:“Cada vestido a cada ocasião. Roupas são quase tão importantes quanto às palavras.”
         A trilha sonora é clássica, contanto com a maravilhosa interpretação de Maurice Chevalier para a música “Breath of Scandal” – incrível!    
    O filme é impressionante, com trajes suntuosos e linda cinematografia que capta cenário deslumbrante.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

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Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross



Confesso: quando minha irmã me convidou para assistir este filme, relutei. Não sou uma pessoa fã destes western movies, sempre achei exagerado a quantidada de bebados gordinhos sujos, pistoleiros, muita poeira, misturada com uma falsa religião. Nunca gostei desta época retrarada no cinema, achava de mau gosto... até assistir Buddy Cassidy. O filme é divertidissimo e torna-se extremamente charmoso pelos personagens de Paul Newman e Robert Redford (Butch Cassidy e Sundance Kid) , uma dupla de foras da lei que sempre consegue fugir das encrencas. O filme mostra a queda da dupla numa perseguição pelo deserto e fuga para a Bolívia onde iniciam uma nova onda de crimes. Durante esta trajetória une-se a dupla, uma professora chamada Etta Place (Katharine Ross) cansada da vida pacata e amante de Redford que auxilia nos roubos e, apaixonada por ambos, tenta encaminhar os moços para um caminho mais honesto. Infelizmente, sem alcançar seu objetivo, Etta parte antes da cena clássica da morte dos nossos anti-heróis. Os diálogos são inteligentes, engraçados e retrata a ironia e vaidade de cada um dos personagens.

Curiosidade: Este filme é baseado em uma história real, mas foi bem modificado e adaptado para atrair e conquistar o público. Butch Cassidy foi um ladrão de trens e bancos e, segundo algumas pesquisas, foi morto por seu parceiro na Bolívia após ser atingido pela polícia. Os dois bandidos estavam cercados na casa onde moravam e, depois algumas horas de conflito, Cassidy pediu para seu companheiro de crime dar um fim a sua dor pelos ferimentos, em seguida seu parceiro se suicidou.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Thin Man (1969)

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William Powell e Myrna Loy


É um dos filmes mais suaves, elegantes e bonitos que vi nos ultimos 6 meses.

Trata do assassinato de um inventor rico, traído por sua esposa e pelas pessoas que o rodeiam por interesse em sua fortuna. Ok, concordo que é um tema comum, mas a graça do filme está na beleza e na riqueza do relacionamento do detetive Nick (William Powel) com sua esposa Nora (Myrna Loy). O relacionamento dos dois é baseado em uma total sincronia de atos e falas. O filme provoca risos em várias cenas, minha preferida é quando Nick está brincando com sua arminha de pressão, atirando em bexigas pnduradas na árvore de natal e acerta o vidro da janela por causa das posições que usa para mirar e Nora com seu super casaco de pele por cima do pijama. É uma típica cena infantil mas que demostra a falta de presunção do filme em focar apenas o crime. O cuidado, confiança e ironia do casal nos fazem rir e ser cativados por eles durante a trama.

Não deixando o crime de lado, a investigação é conduzida pela polícia que é auxiliada pelo detetive Nick, participação forte de sua esposa Nora e seu covarde cachorro Asda. Depois de algumas festas, bebados cantarolando, outros chorando, algumas chantagens e armas disparadas, o assassino é revelado e finalmente preso.

O figuro dos anos 30 me encanta! Nesta época foram descobertas novas formas do corpo da mulher com uma elegencia refinada mas sem grandes ousadias. As saias ficaram longas, as calças largas e cumpridas mais usadas e a noite era marcada com corte enviesado e decotes profundos nas costas, elegendo esta área como novo foco de atenção. Notamos estas características em vários figurinos de Nora e Mimi ex-mulher do inventor (Minna Gombell). Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Leopardo – 1963

O Leopardo Itália – 1963 Burt Lancaster, Claudia Cardinale, Alain Delon 

Um pouco da história italiana. Na Sicília de 1861, a revolução garibaldina chega anunciando a unificação da Itália e o fim, para a aristocracia local, de toda uma era. Sobrinho preferido de Dom Fabrizio, Tancredi (Alain Delon), se engaja espertamente na revolução, legando ao tio o lema: "É preciso mudar para que tudo continue como está". Esta frase justifica todas as revoluções do século 20 na região, garantindo a ascensão de um governo de centro-esquerda para que não houvesse mudança das relações sociais. Em "O Leopardo", a consciência histórica de Visconti (diretor) passa pela sensibilidade e o desencanto de Dom Fabrizio e sua índole aristocrática, fazendo o inventário cenográfico de palacetes, roupas, móveis, modas, daí a importância da seqüência final do baile (que Visconti levou quatro semanas para executar). É também neste momento em que em que dom Fabrizio chega a plena compreensão do tempo perdido – outra característica forte nos filmes de Visconti, a sensação de que já é tarde demais. Neste grande baile aristocrata, rito fúnebre de uma classe moribunda, Tancredi consuma seus ditames, anunciando seu casamento com a bela filha (Cardinale) de um burguês emergente, cena em que Visconti resolve retratar a história do casamento de seus pais e um pouco de seu próprio tempo perdido. O engraçado é perceber como estas histórias reais mudam atitudes dos atores. Em outro material divulgado na internet, encontramos duas imagens bem distintas: a primeira é a imagem de Lancaster, astro hollywoodiano que desembarca de um avião estampando seu famoso sorriso de gato de Alice e um grande topete no início da produção e na segunda, ele está bem diferente, nos bastidores da filmagem, ao lado de Visconti e igualzinho a ele: de óculos escuros e cigarrilha, taciturno e elegante. Os costumes e experiências ditam a moda e a moda dita os costumes e experiências.


Cleópatra – 1963

Cleópatra – 1963 Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison.

 Cleopatra foi a mulher mais famosa de todos os tempo, um exemplo perfeito de luxo, ambição e liderança. Manipulava todos ao redor, fazendo com que se apaixonassem e a deixassem fazer o que bem entendia de suas vidas e visões politicas. Era uma sonhadora estudiosa, que usava os recursos e descobertas do Egito para conquistar e deslumbrar o seu objeto de desejo, exatamente como a dança da Naja antes do seu bote final. Este filme, protagonizado pela belíssima Elizabeth Taylor, foca suas aventuras amorosas com os dois principais governantes de Roma, numa tentativa de unir as nações e criar um herdeiro soberano sobre todos os povos. Mesmo entitulado com o nome da rainha, o filme frusta um pouco os interessados em conhecer a orgiem de Cleópatra e o desenvolvimento cultural do Egito. Apesar de da idade deste clássico, é muito bem construído, cheio de alegorias, cores e danças. Tenha certeza que as 2 horas sentado na frente da TV serão compensados pelo figurino e beleza de Taylor.