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domingo, 24 de outubro de 2010

The Wolfman (2010)

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The Wolfman é uma adaptação do filme homônimo de 1941 e foi dirigida por Joe Johnston, que trabalhou em Star Wars, Indiana Jones, Jurassic Park e Captain América (estréia em 2011).

Lawrence Talbo (Benicio del Toro) é um ator que retorna para sua cidade natal depois de receber um aviso que seu irmão desaparecera. Intrigado em saber o que aconteceu vai até o necrotério para ver o corpo e percebe que as feridas só podem ter sido proferidas por algo não humano porque seu irmão estava completamente irreconhecível. Buscando por respostas ele vai até um acampamento cigano para fazer algumas perguntas e onde presencia e é atacado pela criatura com forma de Lobo. Ele volta para casa e é tratado pela noiva de seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt). Após algumas noites perturbadas, chega a primeira noite de lua cheia e quando o protagonista finalmente descobre a marca permanente que o ataque lhe deixou. Ele transforma-se em lobo e sai pela cidade em busca de carne humana. Talbo acorda em seu jardim, coberto de sangue e rodeado pela polícia que a interna em um manicômio, o mesmo no qual ele passara parte da sua juventude após a morte de sua mãe.  Ele passa por tratamento de choque e mergulho no gelo, todos sob supervisão do Dr. Hoenneger (Antony Sher). Após muitas sessões de torturas, Talbot começa a lembrar de alguns fatos importantes e esquecidos do seu passado, mas somente após a visita do seu pai, Sir John (Anthony Hopkins), descobre toda a verdade.
Fato engraçado deste filme é a participação do Inspector Aberline (Hugo Weaving), nome verdade de um renomado investigador de Londres, condecorado com 84 prêmios e que participou de casos famosos como o de Jack o Estripador e o escândalo da Rua Cleveland.
A história do filme é boa e não original porque já foi contada e filmada diversas vezes. O filme peca na cinematografia que poderia ser bem mais explorada na floresta e imagens mais elaboradas, mas os efeitos especiais não deixam a desejar, como era de se esperar.
Antony Hopkins sempre cumpre bem seu papel de esquisitão e excelente em tramas de suspense e mortes. Infelizmente Hugo Weaving sempre será o Agente Smith da saga Matrix, sinto muito.  
Benicio del Toro perfeito para o papel de Wolfman se torna pequeno, apagado e sem o seu charme de bad boy costumeiro. Para mim ele é a versão latina ou morena do Brad Pitt, ótimo ator, muito bonito, mas com pouco reconhecimento. 
O figurino é composto por peças dos anos 30, mantendo o clima sombrio do filme com cores escuras. Os homens usam ternos e coletes, comuns a época e mulheres devidamente cobertas com seus vestidos de golas alta e compridos até os pés.

Bom filme.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Remember Me - 2010

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Robert Pattison, Emilie de Ravin, Pierce Brosnan, Chris Cooper

Mais um filme que conta a história de uma família devastada pelo ataque às Torres Gêmeas. Ok, já contei o final e isso significa que o filme não vale a pena e o preço que paguei para entrar na sala de cinema.

Logo no início somos arrebatados com a morte da mãe de uma garotinha de 11 anos no metro. Depois do assaltante arrancar-lhe a bolsa, ele atira sem piedade não se importando com a criança ao lado. O pai, policial e investigador do crime, nunca conseguiu superar a morte da esposa e tenta superproteger sua família. Esforço inútil, claro. Na universidade ela conhece Tyler Hawkins, se apaixona e depois de uma briga com seu pai, muda para a casa do seu namorado. E a partir daí o filme se torna morno.

Acredito a repercussão e a bilheteria foi boa por causa do Robert Pattison, galã do momento que interpreta o personagem principal (Hawkins) e arrasta adolescentes e mulheres para a sala de cinema enquanto esperam outro capítulo da saga vampiresca. Conta a história de um estudante, namorador, integrante de uma família parcialmente destruída, que se apaixona por uma garota. O tempo dos casal é curto e, por isso, o filme faz um pouporri dos momentos mais importantes da vida de um adolescente. Demonstra as dúvidas, raivas, decepções, amizade, amor e como tudo isso pode acabar apenas por um acidente, uma decisão errada. O filme segue toda a linha de romance e conflitos comuns, até a ultima cena que na qual a câmera se afasta do rosto do protagonista, finalmente revelando o sentido do filme. Confesso que um sentimento de raiva me invadiu por causa desta cena: o prelúdio do desastre.

O figurino é bem atual porque o filme acontece em 2001, com o uso de jeans, tênis, camisetas e cabelos soltos. Também reforça a idéia de quanto mai velho melhor e a onda vintage é confirmada com as roupas do próprio Pattison usadas neste filme. A revista "People" divulgou na época que algumas peças de roupas usadas pelo personagem principal seriam leiloadas, inclusive um vestido preto com flores vermelhas usadas por Emilie Ravin (Ally neste filme e a Claire Littleton no seriado Lost) e o terno extremamente elegante de Pierce Brosman (pai de Hawkins e eterno James Bond), o evento aconteceu mas infelizmente não consegui descobrir os valores pagos.

sábado, 2 de outubro de 2010

A Ilha do Medo (Shutter Island) – 2010


A Ilha do Medo (Shutter Island) – 2010

Dirigido por Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, Ben Kingsley, Mark Ruffalo e Michelle Williams.

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Este filme lembrou muito dos clássicos do Hitchcock como “Psycho” ou “Rear Window”, cujos fatos não são o que realmente parecem ser. Dirigido por Martin Scorsese, a trama tinha que se transformar em um grande filme de suspense.


Não sou fã do Leonardo DiCaprio, talvez pelo Titanic ou por causa do namoro com Gisele Bündchen, o que importa é que nunca imaginei que ele pudesse crescer e se tornar um bom ator - tinha-o como Macaulay Culkin. Neste filme DiCaprio vive um detetive enviado para investigar o desaparecimento de uma detenta dentro de um manicômio para criminosos.

A instituição, considerada de alta segurança, está isolada em uma ilha e o único acesso é por meio de uma balsa diária que ligam médicos e enfermeiras com o resto do mundo; o cenário perfeito para experiências médicas, insanidade e abusos.

O cenário é sombrio e nebuloso, dividido entre construções antigas, prédios militares, bosque e rochedos. As imagens se confundem entre realidade, sonhos e devaneios, destaque para a cena onde a casa pega fogo e a mulher do detetive se desfaz em cinzas negras. Excelente efeito e gravação! O figurino é basicamente constituído por ternos dos anos , uniformes de enfermeiras, médicos e internos.

O final surpreende o espectador, deixando a dúvida de até que ponto conseguimos admitir as nossas culpas: “Você prefere viver como um monstro ou morrer como um homem bom?”



quarta-feira, 2 de junho de 2010

The Ghost Writer (2010)

The Ghost Writer (2010)
Diretor: Romain Polanski
The Ghost Writer
The Ghost Writer

Ewan MacGregor, Olivia Williams e Pierce Brosnan

Este filme foi baseado no livro lançado em 2007 pelo escritor inglês Robert Harris e conta a história de um escritor contratado para reescrever o memoire do ex-primeiro ministro britânico que vive em estado de semi-exílio em uma ilha americana. No filme, MacGregor atua neste papel, assumindo o lugar de outro escritor misteriosamente morto enquanto pesquisava sobre a vida do biografado.
Assistimos a ultima sessão deste filme e, mesmo amando os trabalhos anteriores de Romain Polanski, quase dormimos pela falta de som, monotonia e imagens escuras. Também descobrimos o vilão antes do ápice, acabando com todo o mistério do jogo de conversas. Acredito que tenha faltado um pouco de malícia nas pistas e concordância nas informações fornecidas ao espectador. 
Não tenho muito o que dizer do figurino porque é muito discreto, sem acessórios, prevalecendo o uso constante de ternos escuros e capas de chuva.
Tenho certeza de que a vida pessoal do diretor e seu futuro esteja causando mais dúvidas e curiosidade do que seu ultimo trabalho.


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sherlock Holmes (2010)

Sherlock Holmes (2010)
SH



Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams.

Adoro histórias de detetives, principalmente as escritas no início do século XX. Época em que o desconhecido era simplesmente explicado como “rituais de bruxarias” e a medicina, ainda pouco avançada, era considerada profana e desrespeitosa. Fiquei admirada com esta nova versão do Sherlock Holmes que mostra um detetive completamente oposto do britâncio-engomadinho-sem sentimentos que conhecemos, este possui uma personalidade forte, explosiva, ciumenta e cheia de vícios. É delicioso assistir Robert Downey Jr planejar e golpear seu adversario lentamente durante uma luta de boxe e depois rever todo o trajeto rapidamente. Apesar da irritabilidade do personagem principal, Guy Riitchie optou por manter alguns aspéctos fortes que caracterizam Holmes como a sua dedução através da observação, falta de sono e fome enquanto resolve um caso, cachimbo, violino e a prática de experimentos. Apesar de termos a idéia das roupas desenhadas em suas antigas ilustrações, o nosso Holmes moderno não usa capa por cima dos ombros e muito menos o chapéu com abas tão característico. Ele usa ternos escruros, um pouco descuidados e básicos.

Dr. Watson, representado por Jude Law, é o típico fiel escudeiro que protege e se preocupa com seu amigo aventureiro, mas com um constante duelo interno de quem quer ser e qual caminho seguir. Seu vestuário é composto por peças claras e tons de marrom, mantendo um aspecto muito mais alinhado e limpo do que Holmes.

Irene Adler, uma misteriosa mulher que balança ainda mais a cabeça de Sherlock, é representada por Rachel McAdams. Seu figurino é caracterizado por capas longas e escuras, mas seus vestidos são de cores fortes e vivas para chamar atenção na cena e ressaltar entre os demais. Nesta época usavam-se saias e vestidos longos, bem acinturados e com  tournures ("anquinhas") que armavam apenas a parte traseira da peça. Era típico o uso do chapéu bandeaux ou bandós (derivação dos hoods ou redes, em português), redinhas arrematadas com uma pena ou outro enfeite na parte lateral. Os bandós também criaram um estilo para os cabelos e são requintados até hoje e isso concluía o novo padrão da mulher independente, engajada e participativa da época.

Poderia escrever muito sobre esta época, seus costumes e vestimentas.

Adorado filme, adorados atores, adorado figurino!