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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

My Dear Clementine (1946)

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Diretor John Ford

Henry Fonda é Wyatt Earp, Victor Mature é Dr. John Henry "Doc" Holliday, Cathy Downs é Clementine Carter (ex amante de Doc) e Linda Darnell como Chihuahua (cantora e apaixonada por Doc).
O filme narra a historia de 4 irmãos forasteiros e um cirurgião semi-aposentado cujo qual é visto como o dono de uma pequena cidade no interior dos EUA. Depois de ter o caçula James morto e o rebanho roubado, os irmãos Earp resolvem descobrir quem foi o autor do crime para vingar-se e instalam-se na cidadezinha. Wyatt, um dos irmãos, torna-se facilmente xerife e por algum tempo consegue manter a ordem, mas com a chegada do anti-herói Doc a história muda. Para evitar conflitos e manter os interesses de ambos resolvem selar a paz e administrarem juntos.  Doc está doente e usa a pequena comunidade como refúgio de seus conhecidos e familiares do seu local de origem. A história muda com a chegada de Clementine, antiga namorada do cirurgião e, sendo rejeitada por ele, é atraída por Wyatt. Seguindo algumas pistas e depois de algumas trocas de tiros, eles conseguem descobrir quem roubou o rebanho e quem são os verdadeiros perturbadores da ordem.

Este filme é em PB com grandes cenas externas, demonstrando a fragilidade e precariedade das pequenas cidades do interior, cercadas por montanhas e servindo de ponto de parada para viajantes e comerciantes. Há muitos fatos curiosos também, como o anti-herói beber champagne, gostar de teatro e obras de Shakespeare enquanto o bom moço se esbalda no whisky; a adaptação dos barbeiros a cadeiras mais modernas, outros cortes de cabelo, uso de loções pós-barba e a construção de uma igreja a céu aberto, melhor dizendo, uma torre de madeira que tem a sua comemoração através de dança e muita bebida alcoólica. Comparando a sociedade do filme com a época atual, avançamos nos assuntos relacionados a tecnologia, roupa e alimentação, mas continuamos no mesmo sistema pão e circo.

Detalhe: A Clementine foi tão insossa que não aparece na capa do filme. Esta morena é a Chihuahua (Darnell), cantora e apaixonada por Doc. Não merece ter a trilha sonora com seu nome.



Música Oh  my darling Clementine

domingo, 13 de junho de 2010

Down Argentine Way (1940)

Down Argentine Way (1940)
Don Ameche, Betty Grable, Carmen Miranda
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É um musical de 1940 que introduziu Carmen Miranda nos EUA. Este filme foi marcado por várias estréias como a de Betty Grable no papel principal, Don Ameche como seu par romântico, e da dupla de sapateado “The Nicholas Brothers” roubando a cena com seus rápidos e simultâneos pés – definitivamente sou fã!
A história do filme é sobre um argentino que vai vender seus cavalos em solo americano e conhece uma garota da família rival de seu pai. Sem contar os reais motivos da fuga dos EUA o jovem volta para a Argentina, mas é surpreendido depois de alguns dias com a chegada do seu amor. Depois de algumas confusões com a tia acompanhante da garota, figurões puxa-sacos e guias bem intencionados, o pai acaba aceitando o relacionamento do casal e mudando a forma de comandar sua fazenda.
O figurino escolhido é no estilo Carmen Miranda, com saias longas abertas, tops curtos e muito brilho.
As roupas masculinas são ternos claros, camisas de listras, chapéus e bigodinhos do estereótipo latino sedutor.
As músicas são adoráveis, os diálogos encantadores, mas um tanto exagerado no conceito “latin lover”, mas o filme bem divertido.
Indicado para quem quer sorrir sem pretensão de grande acontecimentos.
Curiosidade: Carmen Miranda namorou durante muito tempo com John Wayne, dá pra imaginar??? Mesmo não sendo realmente casada, menteve relações conjugais com ele e outros namorados, o que na época era um escândalo. Apesar de manter a atitude de mulher independente, casou-se com David Sebastian e, mesmo com uma relução conturbada e repleta de traições, recusava-se a se divorciar devido a religião, atitude um tanto contraditória de quem sempre morou com seus namorados. Durante este casamento aprendeu a beber e viciou em barbitúricos. Sua morte aconteceu em sua casa logo após cantar algumas canções para amigos e convidados. Foi até seu quarto para descansar, acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão no dia 05 de agosto. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mr. Skeffington - 1944

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Mr. Skeffington - 1944
Directed by Vincent Sherman. With Bette Davis, Claude Rains, Walter Abel.


Adoro este filme por tratar vários aspectos da vaidade humana.
Conta-se a história de uma mulher fútil, bela, adorada por muitos
homens e que depois, por perder toda a beleza por doença, foi
abandonada. Seus admiradores que perdem interesse pelo objeto de
desejo por este estar velho e feio. O viciado em jogo que tem orgulho muito grande para admitir sua fraqueza. O homem pobre que, com muito esforço, consegue uma ótima situação financeira e para complementar seu status e coleção de conquistas, precisa se casar com a mulher mais querida e admirada da cidade. 
A filha que abandona a mãe por falta de carinho e negligência na infância.
Apesar de ter um forte impacto “moral”, o filme cria uma ternura emvolta de todos os personagens, moldando nossa mente para concordar comas ações e decisões tomadas no decorrer do drama. As emoções são descritas como decisões racionais e necessárias.
Bette Davis tem uma capacidade incrível de se mostrar jovem, adulta,megera e carente. Em minha opinião, é a melhor atriz de todos os tempos. Sei que é clichê dizer isso, mas ela é a primeira mulher que surge em minha mente quando o assunto é atriz.
O figurino é extremamente elegante, clássico e simples da época de 40,saia longa e casaquinhos com cauda e laços voltados para trás.

Acredito que a simplicidade a que a mulher estava submetida nesta
época talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus que eram
muito criativos, grande, com flores, véu - destaque para o chapéu de
Fanny Trellis (B.Davis) usado na primeira conversa filmada sozinha com seu futuro marido Job Skeffington - é um pássaro, que só perde para o vestido de cisne usado pela Bjork!!
O desfecho é emocional e racionalmente correto.