quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sherlock Holmes (2010)

Sherlock Holmes (2010)
SH



Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams.

Adoro histórias de detetives, principalmente as escritas no início do século XX. Época em que o desconhecido era simplesmente explicado como “rituais de bruxarias” e a medicina, ainda pouco avançada, era considerada profana e desrespeitosa. Fiquei admirada com esta nova versão do Sherlock Holmes que mostra um detetive completamente oposto do britâncio-engomadinho-sem sentimentos que conhecemos, este possui uma personalidade forte, explosiva, ciumenta e cheia de vícios. É delicioso assistir Robert Downey Jr planejar e golpear seu adversario lentamente durante uma luta de boxe e depois rever todo o trajeto rapidamente. Apesar da irritabilidade do personagem principal, Guy Riitchie optou por manter alguns aspéctos fortes que caracterizam Holmes como a sua dedução através da observação, falta de sono e fome enquanto resolve um caso, cachimbo, violino e a prática de experimentos. Apesar de termos a idéia das roupas desenhadas em suas antigas ilustrações, o nosso Holmes moderno não usa capa por cima dos ombros e muito menos o chapéu com abas tão característico. Ele usa ternos escruros, um pouco descuidados e básicos.

Dr. Watson, representado por Jude Law, é o típico fiel escudeiro que protege e se preocupa com seu amigo aventureiro, mas com um constante duelo interno de quem quer ser e qual caminho seguir. Seu vestuário é composto por peças claras e tons de marrom, mantendo um aspecto muito mais alinhado e limpo do que Holmes.

Irene Adler, uma misteriosa mulher que balança ainda mais a cabeça de Sherlock, é representada por Rachel McAdams. Seu figurino é caracterizado por capas longas e escuras, mas seus vestidos são de cores fortes e vivas para chamar atenção na cena e ressaltar entre os demais. Nesta época usavam-se saias e vestidos longos, bem acinturados e com  tournures ("anquinhas") que armavam apenas a parte traseira da peça. Era típico o uso do chapéu bandeaux ou bandós (derivação dos hoods ou redes, em português), redinhas arrematadas com uma pena ou outro enfeite na parte lateral. Os bandós também criaram um estilo para os cabelos e são requintados até hoje e isso concluía o novo padrão da mulher independente, engajada e participativa da época.

Poderia escrever muito sobre esta época, seus costumes e vestimentas.

Adorado filme, adorados atores, adorado figurino!


quinta-feira, 13 de maio de 2010

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969)

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Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross



Confesso: quando minha irmã me convidou para assistir este filme, relutei. Não sou uma pessoa fã destes western movies, sempre achei exagerado a quantidada de bebados gordinhos sujos, pistoleiros, muita poeira, misturada com uma falsa religião. Nunca gostei desta época retrarada no cinema, achava de mau gosto... até assistir Buddy Cassidy. O filme é divertidissimo e torna-se extremamente charmoso pelos personagens de Paul Newman e Robert Redford (Butch Cassidy e Sundance Kid) , uma dupla de foras da lei que sempre consegue fugir das encrencas. O filme mostra a queda da dupla numa perseguição pelo deserto e fuga para a Bolívia onde iniciam uma nova onda de crimes. Durante esta trajetória une-se a dupla, uma professora chamada Etta Place (Katharine Ross) cansada da vida pacata e amante de Redford que auxilia nos roubos e, apaixonada por ambos, tenta encaminhar os moços para um caminho mais honesto. Infelizmente, sem alcançar seu objetivo, Etta parte antes da cena clássica da morte dos nossos anti-heróis. Os diálogos são inteligentes, engraçados e retrata a ironia e vaidade de cada um dos personagens.

Curiosidade: Este filme é baseado em uma história real, mas foi bem modificado e adaptado para atrair e conquistar o público. Butch Cassidy foi um ladrão de trens e bancos e, segundo algumas pesquisas, foi morto por seu parceiro na Bolívia após ser atingido pela polícia. Os dois bandidos estavam cercados na casa onde moravam e, depois algumas horas de conflito, Cassidy pediu para seu companheiro de crime dar um fim a sua dor pelos ferimentos, em seguida seu parceiro se suicidou.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Thin Man (1969)

The Thin Man (1969)

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William Powell e Myrna Loy


É um dos filmes mais suaves, elegantes e bonitos que vi nos ultimos 6 meses.

Trata do assassinato de um inventor rico, traído por sua esposa e pelas pessoas que o rodeiam por interesse em sua fortuna. Ok, concordo que é um tema comum, mas a graça do filme está na beleza e na riqueza do relacionamento do detetive Nick (William Powel) com sua esposa Nora (Myrna Loy). O relacionamento dos dois é baseado em uma total sincronia de atos e falas. O filme provoca risos em várias cenas, minha preferida é quando Nick está brincando com sua arminha de pressão, atirando em bexigas pnduradas na árvore de natal e acerta o vidro da janela por causa das posições que usa para mirar e Nora com seu super casaco de pele por cima do pijama. É uma típica cena infantil mas que demostra a falta de presunção do filme em focar apenas o crime. O cuidado, confiança e ironia do casal nos fazem rir e ser cativados por eles durante a trama.

Não deixando o crime de lado, a investigação é conduzida pela polícia que é auxiliada pelo detetive Nick, participação forte de sua esposa Nora e seu covarde cachorro Asda. Depois de algumas festas, bebados cantarolando, outros chorando, algumas chantagens e armas disparadas, o assassino é revelado e finalmente preso.

O figuro dos anos 30 me encanta! Nesta época foram descobertas novas formas do corpo da mulher com uma elegencia refinada mas sem grandes ousadias. As saias ficaram longas, as calças largas e cumpridas mais usadas e a noite era marcada com corte enviesado e decotes profundos nas costas, elegendo esta área como novo foco de atenção. Notamos estas características em vários figurinos de Nora e Mimi ex-mulher do inventor (Minna Gombell). Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mr. Skeffington - 1944

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Mr. Skeffington - 1944
Directed by Vincent Sherman. With Bette Davis, Claude Rains, Walter Abel.


Adoro este filme por tratar vários aspectos da vaidade humana.
Conta-se a história de uma mulher fútil, bela, adorada por muitos
homens e que depois, por perder toda a beleza por doença, foi
abandonada. Seus admiradores que perdem interesse pelo objeto de
desejo por este estar velho e feio. O viciado em jogo que tem orgulho muito grande para admitir sua fraqueza. O homem pobre que, com muito esforço, consegue uma ótima situação financeira e para complementar seu status e coleção de conquistas, precisa se casar com a mulher mais querida e admirada da cidade. 
A filha que abandona a mãe por falta de carinho e negligência na infância.
Apesar de ter um forte impacto “moral”, o filme cria uma ternura emvolta de todos os personagens, moldando nossa mente para concordar comas ações e decisões tomadas no decorrer do drama. As emoções são descritas como decisões racionais e necessárias.
Bette Davis tem uma capacidade incrível de se mostrar jovem, adulta,megera e carente. Em minha opinião, é a melhor atriz de todos os tempos. Sei que é clichê dizer isso, mas ela é a primeira mulher que surge em minha mente quando o assunto é atriz.
O figurino é extremamente elegante, clássico e simples da época de 40,saia longa e casaquinhos com cauda e laços voltados para trás.

Acredito que a simplicidade a que a mulher estava submetida nesta
época talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus que eram
muito criativos, grande, com flores, véu - destaque para o chapéu de
Fanny Trellis (B.Davis) usado na primeira conversa filmada sozinha com seu futuro marido Job Skeffington - é um pássaro, que só perde para o vestido de cisne usado pela Bjork!!
O desfecho é emocional e racionalmente correto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

"The Notorious Bettie Page" - 2005

"The Notorious Bettie Page" - 2005 
Diretor: Mary Harron Gretchen Mol

O filme foi estilizado de uma maneira suave e bela, não permitindo que abuso sexual e perversão tornassem o objetivo central. As cenas de violência são retratadas de forma suave, não exagerando os atos e não deixando o espectador aflito. Gretchen Mol, não interpreta Page como a “coelhinha burra” e sim alguém que conseguiu encontrar o meio termo entre a doçura-inocência e o mundo da pornografia, considerado sujo e anormal. Ela consegue transmitir a idéia ambígua da mulher temerosa a Deus e pecadora. Bettie, nascida no Tenesse, mudou-se para NY com o sonho de ser modelo e atriz, mas sua carreira foi interrompida por vários fatores mas acredito que o principal foi a sua fé, em acreditar que Deus teria enviado um sinal de reprovação, dando a oportunidade de construir uma nova vida. O filme é lindo, simples, fácil de ver mesmo preto e branco, seus trechos coloridos constroem muito bem a idéia de calor e felicidade. "The Notorious Bettie Page" é uma concepção limitada, mas agradável da curta e influente da carreira de Bettie Page.
bettie page


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

En kärlekshistoria - 1970

mi colage swedish love story

En kärlekshistoria (1970)

Directed by Roy Andersson
Ann-Sofie Kylin, Rolf Sohlman
Filme simples que trata do relacionamento juvenil em uma cidade da Suécia. Sem grandes construções, acontecimentos ou efeitos especiais, o filme consegue descrever o amor entre dois pré-adolescentes e o que pode acontecer durante o encontro de famílias com realidade e objetivos bem distintos. É muito divertido ver crianças fazendo cara de malvadas, briguinhas de gangues, jaquetinhas de couro e motinhos atuando como motos velozes, dando um aspecto adulto e real para o romance. Duvido que exista algum fumante que não acende um cigarro durante ou depois de assistir este filme!

 

look karlekshistoria


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Leopardo – 1963

O Leopardo Itália – 1963 Burt Lancaster, Claudia Cardinale, Alain Delon 

Um pouco da história italiana. Na Sicília de 1861, a revolução garibaldina chega anunciando a unificação da Itália e o fim, para a aristocracia local, de toda uma era. Sobrinho preferido de Dom Fabrizio, Tancredi (Alain Delon), se engaja espertamente na revolução, legando ao tio o lema: "É preciso mudar para que tudo continue como está". Esta frase justifica todas as revoluções do século 20 na região, garantindo a ascensão de um governo de centro-esquerda para que não houvesse mudança das relações sociais. Em "O Leopardo", a consciência histórica de Visconti (diretor) passa pela sensibilidade e o desencanto de Dom Fabrizio e sua índole aristocrática, fazendo o inventário cenográfico de palacetes, roupas, móveis, modas, daí a importância da seqüência final do baile (que Visconti levou quatro semanas para executar). É também neste momento em que em que dom Fabrizio chega a plena compreensão do tempo perdido – outra característica forte nos filmes de Visconti, a sensação de que já é tarde demais. Neste grande baile aristocrata, rito fúnebre de uma classe moribunda, Tancredi consuma seus ditames, anunciando seu casamento com a bela filha (Cardinale) de um burguês emergente, cena em que Visconti resolve retratar a história do casamento de seus pais e um pouco de seu próprio tempo perdido. O engraçado é perceber como estas histórias reais mudam atitudes dos atores. Em outro material divulgado na internet, encontramos duas imagens bem distintas: a primeira é a imagem de Lancaster, astro hollywoodiano que desembarca de um avião estampando seu famoso sorriso de gato de Alice e um grande topete no início da produção e na segunda, ele está bem diferente, nos bastidores da filmagem, ao lado de Visconti e igualzinho a ele: de óculos escuros e cigarrilha, taciturno e elegante. Os costumes e experiências ditam a moda e a moda dita os costumes e experiências.