sábado, 9 de outubro de 2010

Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles) – 1984


Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles) – 1984

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Molly Ringwald, Justin Henry, Michael Schoeffling, Haviland Morris, John Cusack e Joan Cusack


Este filme é um clássico dos anos 80 e, tradicionalmente, repleto de situações inusitadas, festas desastrosas, pais malucos, mas com um final feliz. Logo no início já lembramos da nossa adolescência pelos óculos, chapéus, penteados malucos, walkman, fita cassete e roupas extravagantes – que dizer, eu e minha irmã lembramos desta fase divertida quando o “legal” era apenas ser diferente e colorido.


A história conta a vida insegura de uma adolescente que, ao completar 16 anos, pensa que sua vida toda irá mudar a partir desta data. Ela espera que seu corpo torne-se mais maduro, sua personalidade se fortifique, seja mais inteligente e o mais importante, que os outros possam notar a transformação. Ela sente-se frustrada por estes milagres instantâneos não acontecerem e segue para sua escola. Durante uma aula deixa cair um questionário sobre vida sexual e amorosa e é assim que finalmente consegue a atenção do garoto mais desejado da escola. Depois de um dia completamente atrapalhado, aniversário esquecido por familiares, assédio de um Nerd no caminho de volta para casa, encontro seus avos maternos que dominaram seu quarto, avó paterna “apalpando” em seus seios, resolve ir a uma festa da escola. Revoltada com a falta de atenção e decidida a mudar sua atitude, entrega sua calcinha ao garoto nerd que a persegue, apenas para ajudá-lo a ser popular na turma do laboratório e com isso consegue informações e conselhos sobre o menino que gosta.


Molly Ringwald é a personagem principal, iniciando sua carreira como garota dourada dos filmes para adolescente da época, a atriz recusou muitos papéis importantes que poderia enriquecer sua carreira como “Pretty Woman”, protagonizado por Julia Roberts e “When Harry Met Sally...” dado a Meg Ryan, aposto que são duas decisões das quais ela se arrepende até hoje.  Seu ultimo trabalho foi na série adolescente “The Srcret Life of the American Teenager” no qual representa a mãe da protagonista Amy (Shailene Woodley). O Nerd assediador é Anthony Michael Hall, que contracenaria novamente com Molly em “O Clube dos %” no ano seguinte. Este é um filme de estréias no cinema, marcando o início da carreira de John Cusack, que interpreta um adolescente da turma dos Nerds, e o único ao lado de sua irmã, Joan Cusack que representa uma menina com problemas na coluna e usa um aparelho que dificulta a locomoção.

Eu não entendo o que se passa na cabeça dos tradutores destes filmes, o título significa “16 Velas” em inglês, muito mais adequado, afinal narra os primeiros dias aos 16 anos de uma garota.

Os anos 80 serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas, principalmente com relação aos seriados de TV que esbanjavam jóias, pele e todo o glamour que o dinheiro poderia comprar. Nesta década foi decidido deixar para trás a simplicidade hippie, aderindo e incrementando a moda “Saturday Night Fever” inserida em 1977. Todas as marcas se empenharam no brilho, grandes logos e glamour da noite. Foi neste período que o jeans alcançou seu ápice e definiu como peça básica no guarda-roupa. Os penteados também não ficavam para trás, cortes assimétricos, coloridos e extremamente repicados. A maquiagem era extremamente forte com cores vivas e sempre na linha exótica. Os acessórios não poderiam ficar de fora da moda futurista dos anos 80, pulseiras, brincos e colares feitos de acrílico e plástico eram a sensação do momento. Época muito rica e divertida na moda. 


Trilha Sonora - 


1. Happy Birthday (3:00) - Altered Images
2. Ring Me Up (3:12) - Divinyls
3. Whistle Down The Wind (3:40) - Nick Heyward
4. Wild Sex (In The Working Class) (4:07) - Oingo Boingo
5. Rev-Up! (2:13) - The Revillos
6. Little Bitch (2:34) - The Specials
7. Sixteen Candles (2:48) - The Stray Cats
8. If You Were Here (2:58) - Thompson Twins
9. Young Guns (Go For It!) (3:38) - Wham!
10. True (5:36) - Spandau Ballet
11. Turning Japanese (3:45) - The Vapors
12. Snowballed (3:23) - AC/DC
13. Rebel Yell (4:47) - Billy Idol
14. Today I Met The Boy I'm Gonna Marry (2:48) - Darlene Love
15. Young Americans (3:15) - David Bowie
16. Love of the Common People (3:43) - Paul Young
17. Growing Pains (3:03) - Tim Finn
18. Gloria (5:58) - Patti Smith
19. Lenny (4:57) - Stevie Ray Vaughan
20. Rumours in the Air (4:32) - Night Ranger
21. When It Started To Begin (3:49) - Nick Heyward

sábado, 2 de outubro de 2010

A Ilha do Medo (Shutter Island) – 2010


A Ilha do Medo (Shutter Island) – 2010

Dirigido por Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio, Ben Kingsley, Mark Ruffalo e Michelle Williams.

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Este filme lembrou muito dos clássicos do Hitchcock como “Psycho” ou “Rear Window”, cujos fatos não são o que realmente parecem ser. Dirigido por Martin Scorsese, a trama tinha que se transformar em um grande filme de suspense.


Não sou fã do Leonardo DiCaprio, talvez pelo Titanic ou por causa do namoro com Gisele Bündchen, o que importa é que nunca imaginei que ele pudesse crescer e se tornar um bom ator - tinha-o como Macaulay Culkin. Neste filme DiCaprio vive um detetive enviado para investigar o desaparecimento de uma detenta dentro de um manicômio para criminosos.

A instituição, considerada de alta segurança, está isolada em uma ilha e o único acesso é por meio de uma balsa diária que ligam médicos e enfermeiras com o resto do mundo; o cenário perfeito para experiências médicas, insanidade e abusos.

O cenário é sombrio e nebuloso, dividido entre construções antigas, prédios militares, bosque e rochedos. As imagens se confundem entre realidade, sonhos e devaneios, destaque para a cena onde a casa pega fogo e a mulher do detetive se desfaz em cinzas negras. Excelente efeito e gravação! O figurino é basicamente constituído por ternos dos anos , uniformes de enfermeiras, médicos e internos.

O final surpreende o espectador, deixando a dúvida de até que ponto conseguimos admitir as nossas culpas: “Você prefere viver como um monstro ou morrer como um homem bom?”



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nine (2009)


Nine (2009)


Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Fergie, Kate Hudson, Nicole Kidman e Sophia Loren.


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O filme conta a história de Guido Contini, um diretor perturbado pelas mulheres do passado e atuais de sua vida. Guido perde o controle de sua mente, seu trabalho e foco, mostrando a decadência de um gênio por não saber dosar os prazeres e facilidades da fama. Este grande diretor do cinema italiano atravessa sua vida cercado de mulheres e conflitos morais com a igreja.


Foi criada tanta publicidade em torno deste filme por causa da participação de grandes divas, performances musicais e produção que esperávamos um espetáculo grandioso que ultrapassasse a beleza de Moulin Rouge, o que não aconteceu. Faltou uma musa inspiradora mais presente enquanto o protagonista agonizava sem criatividade, a lembrança de uma mãe mais dominadora, uma jornalista mais oportunista e uma esposa mais cega. O filme precisava de um pouco mais de tudo. Posso afirmar que a única atriz a conseguir definir exatamente um personagem foi a ardente Penélope Cruz que, atuando como a amante passional, mostrou o sofrimento de uma mulher abandonada, submissa, agindo desesperadamente para chamar atenção de seu amor. Quanto às danças e músicas podemos destacar dois grandes atos, a Penélope extremamente provocante logo na primeira cena em que aparece no filme e a atuação da Fergie e bailarinas, misturando vermelho, cintas-liga, areia e pandeiros.

Esta é a prova de que não bastam apenas grandes nomes para fazer uma grande obra. É necessária a genialidade e sensibilidade de um grande escritor e diretor.


Nine

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Xanadu - 1980


Xanadu (1980)

Olivia Newton-John, Michael Beck e Gene Kelly

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Se você busca por um filme tranqüilo, inocente e que te faça sorrir o tempo todo este é o filme ideal.

Com uma história suave sobre um desenhista sonhador, um aposentado com uma boate-disco parcialmente destruída e uma musa inspiradora, o filme consegue nos tirar um pouco da realidade e nos transportar para Roller Disco do final dos anos 70.
A protagonista é a atriz Olivia Newton-John, já conhecida mundialmente pelo sucesso de “Grease”, alavancou o status e a produção de Xanadu. Seu par romântico foi contracenado por Michael Beck, que também já havia conquistado a fama pelo filme “The Warriors” e o simpático aposentado é o senhor Gene Kelly, uma lenda do cinema musical e artista completo com sua interpretação, dança e canto. Apesar de atores de peso, o filme não teve grande repercussão nos EUA devido aos diálogos insossos e acontecimentos previsíveis, mas conseguiu dinheiro o suficiente para pagar os gastos e hoje em dia é um clássico quando falamos em filme dos anos 80.
Com o término das filmagens foi montado um grande esquema de publicidade na TV e até em lojas de departamento, onde foram vendidas roupas dos personagens e produtos com a marca “Xanadu”. Mas o produto que originou maior sucesso foi a trilha sonora. Foram lançados 4 singles e até hoje as músicas são lembradas em festas e comemorações.
Com grande bilheteria ou não, o filme marca o início dos anos 80 no cinema e consegue entreter com uma história inocente de fantasia.
Minha parte favorita é quando Olivia canta com Gene Kelly, sapateando lindamente e com uma canção apaixonante!



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

The Reader - 2008


O Leitor (2008)

Kate Winslet, Ralph Fiennes 


O filme é baseado no livro Der Vorleser (1995), do escritor alemão Bernhard Schlink e trata dos medos e segredos escondidos pelo tempo.

Este filme conta a história de Michael Berg (Ralph Fiennes), um advogado alemão, que relembra desta uma paixão de verão antiga com uma mulher mais velha, Hanna Schmitz que desaparece de sua vida subitamente. Após 8 anos de seu desaparecimento, no banco dos réus de um tribunal alemão ele reencontra seu antigo amor e percebe que ela não o tinha abandonado. Ela foi recrutada durante a Segunda Guerra Mundial e trabalhou para a SS, colaborando com a morte de dezenas de judeus. Durante a trama, Michael percebe que ela guarda um segredo e que poderia salvá-la da decisão da corte, mas escolhe se calar.
Winslet participou deste projeto no lugar de Nicole Kidmanque engravidou no início das filmagens. Sua premiação de melhor atriz pelo Oscar e pela BAFTA e de melhor atriz coadjuvante pelo Globo de Ouro foi muito bem merecida, conseguiu atuar de uma maneira ingênua e simples, conflitando com a brutalidade do caráter do personagem.
O figurino foi escolhido para demonstrar a situação pré e pós-guerra, portanto as cores usadas são escuras, os casacos quase iguais aos dos militares e poucos acessórios. A utilização das roupas também foi bem apropriada para demonstrar a simplicidade e falta de vaidade de Hanna. Em apenas um trecho do filme podemos notar roupas coloridas e leves usadas por ela durante a viagem feita com seu amante adolescente, quando por um momento pode sentir-se livre de qualquer obrigatoriedade moral da sociedade.
Este filme nos leva a questionas todas as nossas mais profundas verdades.
O que você seria capaz de fazer para esconder um segredo?

domingo, 13 de junho de 2010

Down Argentine Way (1940)

Down Argentine Way (1940)
Don Ameche, Betty Grable, Carmen Miranda
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É um musical de 1940 que introduziu Carmen Miranda nos EUA. Este filme foi marcado por várias estréias como a de Betty Grable no papel principal, Don Ameche como seu par romântico, e da dupla de sapateado “The Nicholas Brothers” roubando a cena com seus rápidos e simultâneos pés – definitivamente sou fã!
A história do filme é sobre um argentino que vai vender seus cavalos em solo americano e conhece uma garota da família rival de seu pai. Sem contar os reais motivos da fuga dos EUA o jovem volta para a Argentina, mas é surpreendido depois de alguns dias com a chegada do seu amor. Depois de algumas confusões com a tia acompanhante da garota, figurões puxa-sacos e guias bem intencionados, o pai acaba aceitando o relacionamento do casal e mudando a forma de comandar sua fazenda.
O figurino escolhido é no estilo Carmen Miranda, com saias longas abertas, tops curtos e muito brilho.
As roupas masculinas são ternos claros, camisas de listras, chapéus e bigodinhos do estereótipo latino sedutor.
As músicas são adoráveis, os diálogos encantadores, mas um tanto exagerado no conceito “latin lover”, mas o filme bem divertido.
Indicado para quem quer sorrir sem pretensão de grande acontecimentos.
Curiosidade: Carmen Miranda namorou durante muito tempo com John Wayne, dá pra imaginar??? Mesmo não sendo realmente casada, menteve relações conjugais com ele e outros namorados, o que na época era um escândalo. Apesar de manter a atitude de mulher independente, casou-se com David Sebastian e, mesmo com uma relução conturbada e repleta de traições, recusava-se a se divorciar devido a religião, atitude um tanto contraditória de quem sempre morou com seus namorados. Durante este casamento aprendeu a beber e viciou em barbitúricos. Sua morte aconteceu em sua casa logo após cantar algumas canções para amigos e convidados. Foi até seu quarto para descansar, acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão no dia 05 de agosto. Seu corpo foi encontrado pela empregada na mesma noite. Tinha 46 anos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

The Ghost Writer (2010)

The Ghost Writer (2010)
Diretor: Romain Polanski
The Ghost Writer
The Ghost Writer

Ewan MacGregor, Olivia Williams e Pierce Brosnan

Este filme foi baseado no livro lançado em 2007 pelo escritor inglês Robert Harris e conta a história de um escritor contratado para reescrever o memoire do ex-primeiro ministro britânico que vive em estado de semi-exílio em uma ilha americana. No filme, MacGregor atua neste papel, assumindo o lugar de outro escritor misteriosamente morto enquanto pesquisava sobre a vida do biografado.
Assistimos a ultima sessão deste filme e, mesmo amando os trabalhos anteriores de Romain Polanski, quase dormimos pela falta de som, monotonia e imagens escuras. Também descobrimos o vilão antes do ápice, acabando com todo o mistério do jogo de conversas. Acredito que tenha faltado um pouco de malícia nas pistas e concordância nas informações fornecidas ao espectador. 
Não tenho muito o que dizer do figurino porque é muito discreto, sem acessórios, prevalecendo o uso constante de ternos escuros e capas de chuva.
Tenho certeza de que a vida pessoal do diretor e seu futuro esteja causando mais dúvidas e curiosidade do que seu ultimo trabalho.