Crazy Heart é um drama-musical baseado no romance de Thomas Cobb de 1987, considerado uma crítica a cena country da época. Bad Blake, interpretado por Jeff Bridges, é um cantor e compositor de música country, assombrado pela decadência, ascensão de seu pupilo, alcoolismo e o abandono de sua esposa e filho. O filme retrata a vida de uma pessoa solitária e que mergulha o isolamento das estradas para fugir e evitar os problemas reais, embriagando-se e vivendo amores de uma noite só. O personagem Blake foi criado combinando as vidas de Waylon Jennings, Kris Kristofferson e Merle Haggard em seus anos de glória e decadência fazendo show em pequenos bares, boliches, restaurantes do interior.
Jean Craddock, protagonizada por Maggie Gyllenhall, é uma jornalista do interior que tenta acertar sua vida para cuidar de seu filho de 4 anos Buddy (Jack Nation). Ela, através de seu tio, consegue uma entrevista com Bad para o jornal local. Apesar de pouca intimidade e rudez do cantor, os dois se apaixonam e começam uma relação a distancia. Bad aproveita toda a oportunidade que surge para visitar Jean e seu filho, mas a tranqüilidade acaba quando eles resolvem visitar o cantor em sua casa. Durante um passeio apenas com a criança, Bad não resiste e para em um bar e perde Buddy no movimentado centro da cidade. Quando o menino finalmente é encontrado, Jean enfurecida, decide voltar para sua cidade, renegando o seu amor e apontando o alcoolismo como um problema sem cura na vida do cantor. Desesperado e sentindo-se culpado Bad retoma sua bebedeira mas após de 2 dias, como numa epifania, se interna em uma clínica de reabilitação. Depois de restabelecido, ele procura por Jean, que já não o aceita e ainda o aconselha a não procurá-la mais e seguir com sua vida. A partir daí o cantor retoma sua vida, suas composições e sua auto-estima. É um filme muito bonito sobre erros, acertos e arrependimento.
A cinematografia do filme é linda e ressalto dois momentos, o pôr do sol que Bad Blake observa enquanto pensa em sua vida e o rio onde ele e o amigo pescam.
Adoro filmes que expressam apenas a realidade, com fatos reais e altamente possíveis. Para mim, o cinema é o retrato da vida cotidiana.
Jeff Bridges ganhou o prêmio de melhor ator em 2009 por este filme.
Como não poderia ser diferente, o filme é marcado por camisa xadrez, calça jeans, botas country, cintos com grandes fivelas, óculos Aviator Ray Ban e chapeus, muitos chapeus!
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Nine (2009)
Nine (2009)
Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Fergie, Kate Hudson, Nicole Kidman e Sophia Loren.
O filme conta a história de Guido Contini, um diretor perturbado pelas mulheres do passado e atuais de sua vida. Guido perde o controle de sua mente, seu trabalho e foco, mostrando a decadência de um gênio por não saber dosar os prazeres e facilidades da fama. Este grande diretor do cinema italiano atravessa sua vida cercado de mulheres e conflitos morais com a igreja.
Foi criada tanta publicidade em torno deste filme por causa da participação de grandes divas, performances musicais e produção que esperávamos um espetáculo grandioso que ultrapassasse a beleza de Moulin Rouge, o que não aconteceu. Faltou uma musa inspiradora mais presente enquanto o protagonista agonizava sem criatividade, a lembrança de uma mãe mais dominadora, uma jornalista mais oportunista e uma esposa mais cega. O filme precisava de um pouco mais de tudo. Posso afirmar que a única atriz a conseguir definir exatamente um personagem foi a ardente Penélope Cruz que, atuando como a amante passional, mostrou o sofrimento de uma mulher abandonada, submissa, agindo desesperadamente para chamar atenção de seu amor. Quanto às danças e músicas podemos destacar dois grandes atos, a Penélope extremamente provocante logo na primeira cena em que aparece no filme e a atuação da Fergie e bailarinas, misturando vermelho, cintas-liga, areia e pandeiros.
Esta é a prova de que não bastam apenas grandes nomes para fazer uma grande obra. É necessária a genialidade e sensibilidade de um grande escritor e diretor.
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